Venezuela acusa Trump de ameaçar estabilidade da AL

A Venezuela vive a sua pior crise política desde há décadas, com manifestações das quais resultaram 125 mortos e milhares de feridos em quatro meses, mas o Presidente Maduro, cuja saída é exigida pelos manifestantes, tem permanecido surdo face às pressões internacionais.

Trump não quis dar mais detalhes, só repetiu que uma opção militar é "certamente algo que podemos buscar".

O Peru condenou a ameaça do uso da força na Venezuela neste sábado (12) e negocia uma declaração conjunta com os países da região como resposta à ameaça de intervir militarmente no país por parte dos EUA.

O Pentágono informou que as Forças Armadas não receberam nenhum pedido oficial da Casa Branca para intervirem militarmente na Venezuela.

"[A Venezuela] é nossa vizinha, e nossas tropas estão por todo o mundo, em lugares muito, muito distantes".

Os países do Mercosul suspenderam a Venezuela por tempo indeterminado na semana passada. "Os EUA estão com o povo da Venezuela perante a contínua opressão do regime de Maduro".

"Os Estados Unidos estão com o povo da Venezuela diante da contínua repressão do regime de Maduro", acrescentou o comunicado.

"Tome medidas de modo a que eu possa ter uma conversa pessoal com Donald Trump", afirmou Maduro, dirigindo-se ao recém-nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros, Jorge Arreaza.

As declarações de Trump foram feitas direto de um clube de golfe em Nova Jersey, após uma reunião entre ele, o secretário de Estado, Rex Tillerson; o assessor de segurança nacional, general H. McMaster; e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

"A Venezuela é um desastre, é um desastre muito perigoso e uma situação muito triste", declarou Trump.

A crise venezuelana se acirrou depois da eleição de uma Assembleia Constituinte, no último dia 30, em uma votação contestada pela comunidade internacional.

Estados Unidos, União Europeia e uma dezena de países da América Latina também não reconhecem o novo órgão.

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