Temer e DEM disputam João Doria para 2018

DEM e PMDB, que integram o núcleo duro de apoio ao governo Michel Temer, aproximaram-se do prefeito de São Paulo, João Doria, e sinalizaram com a possibilidade de lançá-lo candidato ao Planalto.

O convite foi feito durante uma conversa na prefeitura, dia 7 de agosto, onde o DEM afirmou que também deseja ter o empresário como representante para ser candidato nas eleições presidenciais de 2018.

João Doria não se pronunciou se seria uma traição contra Geraldo Alckmin disputar a presidência da República, pois quando cita que não quer ir contra seu padrinho, afirma que seria covarde se disputasse as prévias dentro do PSDB contra o mesmo, porém, uma saída para outro partido pode não ser considerada traição pelo empresário, agora não se sabe a opinião do governador. Isso significaria uma batalha interna com seu padrinho político, uma vez que Alckmin fala abertamente em disputar a Presidência no ano que vem. Para evitar constrangimentos, o prefeito nega que tenha o interesse de disputar a indicação do partido com Alckmin, seu criador. Porém, cada vez mais ele tem adotado discursos e agendas de quem pretende concorrer. É o meu partido. Ele se disse "muito feliz" por ver que "as portas foram abertas" pelos partidos aliados. São cada vez mais fortes, no entanto, as pressões para que Alckmin desista de concorrer e indique Doria, que trabalha para reunir apoios externos e crescer nas pesquisas. Presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), conforme apurou a reportagem, disse em reunião interna que Alckmin "tem preferência" na fila na escolha do candidato.

O grupo dos "tucanos históricos" de São Paulo, do qual fazem parte o ex-governador Alberto Goldman e José Aníbal, presidente do Instituto Teotônio Vilela, também não aceita a opção Doria. De acordo com o texto, João Doria recebeu convites do PMDB e do DEM para ser um candidato presidenciável em 2018.

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