Governo quer que médicos mais velhos aceitem fazer urgências

Os sindicatos pretendem que esta negociação esteja encerrada até 30 de setembro.

Depois de um encontro, esta sexta-feira, entre os sindicatos e os ministros das finanças e da saúde, o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, disse aos jornalistas que as preocupações dos profissionais se mantêm.

Os médicos já cumpriram uma greve em maio deste ano.

"Isto é ultrajante. Estamos perante uma situação inédita, nunca um Governo tinha ido tão longe numa atitude de confrontação", acrescenta Mário Jorge Neves.

Para já, vão realizar-se plenários regionais com a Ordem dos Médicos e nos locais de trabalho e será convocado um novo Fórum Médico.

Greve dos médicos avança se não houver resposta às reivindicações
Governo quer que médicos mais velhos aceitem fazer urgências

O pré-aviso de greve acabou, porém, por não se concretizar.

Segundo o mesmo jornal, o Governo sublinha ainda naquela contra-proposta que ainda há mais de 800 mil portugueses sem médico de família, pelo que não é possível dar já resposta a uma das principais reivindicações dos médicos, que assenta na redução do número de utentes dos atuais 1900 para 1500, como acontecia no período antes da troika.

Tanto a FNAM como o SIM referiram que a delegação governamental "reconheceu que se tratou de um erro a menção contida no documento [proposta negocial enviada aos médicos] sobre o cumprimento obrigatório do serviço de urgência após os 55 anos de idade".

Segundo Mário Jorge Neves, "a greve continuará a estar sempre em cima da mesa enquanto não for resolvido o problema negocial dentro do calendário acordado".

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