Ao menos 9 mortos em protestos após eleição presidencial

A oposição não aceita o resultado divulgado na sexta-feira (11) pela Comissão Eleitoral, dizendo que o processo foi prejudicado por fraude.

No subúrbio de Kibera, em Nairóbi, os partidários de Odinga saquearam lojas que, aparentemente, pertenciam a membros da etnia kikuyu, do presidente Kenyatta.

A agência Efe afirma, citando as ONGs Human Rights Watch e Compromisso e a mídia local, foram registradas mortes em Kisumu, Mathare (Nairobi) e em Siaya. Kenyatta recebeu 54,3% dos votos na eleição de terça-feira, de acordo com a autoridade eleitoral do país. Quase 80 % dos 19 milhões de eleitores registrados votaram.

A NASA não reconheceu ontem a reeleição de Kenyatta, após o que os seus apoiadores e as forças de segurança protagonizaram enfrentamentos em diferentes regiões do país, que se saldaram com um balanço provisório de cinco mortos. "Para nossos irmãos, nossos dignos concorrentes, nós não somos inimigos, nós somos todos cidadãos da mesma república", declarou, segundo a Reuters.

Numa entrevista à CNN, Odinga, de 72 anos, afirmou que está "decepcionado" com os observadores: "Não queremos ver nenhuma violência no Quénia (.), mas não controlo ninguém". A eleição foi considerada o confronto final entre dois homens, cujos pais, Jomo Kenyatta e Jeramogi Odinga, foram aliados na luta pela independência, mas que se tornaram grandes rivais, o que provocou décadas de rancor político.

Na violência pós-eleitoral de 2007, morreram pelo menos 1100 pessoas e mais de 600 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas.

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