230 escolas vão mudar a maneira de ensinar já em setembro

Cerca de 230 escolas (171 públicas, 61 privadas e quatro portuguesas no estrangeiro) vão poder testar já em setembro a flexibilidade curricular proposta pelo Ministério da Educação, avança a edição desta quinta-feira do jornal Público.

Este novo projeto abrange já 21% da rede nacional de ensino, no entanto os nomes dos estabelecimentos envolvidos ainda não são conhecidos. De acordo com o despacho de julho, as escolas passam a ter opção de usar aquela percentagem de tempo para modelos de alternância entre semanas de aulas regulares e tempos para mobilizar todas as turmas para atividades coletivas.

Trata-se de um projeto-piloto que visa priorizar a flexibilidade curricular. "Percebo que haja alguma apreensão das famílias, porque é novidade e não há ainda muita informação, mas acreditamos que permitirá responder de forma mais adequada às necessidades de cada jovem e será mais estimulante", afirmou.

A informação foi avançada pelo Ministério da Educação ao Público, que explica que as escolas abrangidas terão apenas uma obrigação: a integração na matriz curricular de duas novas áreas: cidadania e desenvolvimento e tecnologias de informação e comunicação (TIC).

As escolas podem ainda optar por transformar disciplinas anuais em semestrais e os alunos do 10.º ano terão a possibilidade de trocar uma certa disciplina do seu curso por outra de um curso diferente.

Fica desde já uma nota especial para os pais cujos filhos não frequentam aqueles primeiros anos de cada ciclo (ou seja, os que vão estar sujeitos à experiência): Se o seu filho está noutros anos letivos, não pode deixar escapar nenhum detalhe deste projeto-piloto porque o objetivo é alargar a experiência a toda a escolaridade obrigatória a breve trecho.

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