Justiça libera exibição de vídeo da necropsia de Cristiano Araújo

No final de Julho, o Tribunal de Justiça de Goiás derrubou uma liminar que proibia o Facebook de receber e distribuir vídeos de Cristiano Araújo morto.

Cristiano Araújo morreu em 2015, após um acidente de carro junto com a namorada.

A decisão foi tomada com a justificativa de que o monitoramento prévio de conteúdo postado nas redes sociais equivale à censura, proibida pela Constituição.

O Facebook também se opôs ao trecho da decisão que determina o bloqueio dos vídeos no WhatsApp, aplicativo do qual a empresa é dona.

Em entrevista à Folha de São Paulo, Rafael Maciel, advogado dos parentes de Cristiano, afirmou que o tribunal cometeu um "erro técnico", pois ele havia pedido um um bloqueio exclusivo do vídeo, ao estilo "hash" - forma de impressão digital que identifica um conteúdo durante a publicação -, não um "monitoramento prévio". O Facebook e o YouTube usam o bloqueio de 'hash' para conter vídeos de pornografia infantil, violência e apologia ao terrorismo. Inconformada com a decisão, a família do artista irá recorrer à liminar.

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