Exames confirmam que 1,1 mil bois morreram de botulismo em MS

Resultados de exames divulgados nesta sexta-feira (11) pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal de Mato Grosso do Sul (Iagro) e a Superintendência Federal de Agricultura no estado (SFA/MS), confirmaram a suspeita de que o botulismo provou a morte de 1,1 mil cabeças de gado entre os dias 2 e 4 de agosto no confinamento Marca 7 Pecuária, na fazenda Monica Cristina, no município de Ribas do Rio Pardo, a cerca de 45 quilômetros de Campo Grande.

As mortes ocorreram em uma única propriedade.

O diretor do Iagro, Luciano Chiocheta, explica que o caso aconteceu quando os animais estavam confinados e informa que até o momento não há registro da doença em outras propriedades. "Recebemos uma notificação de alta mortalidade e confirmamos as mortes, que vêm acontecendo desde quinta-feira (3)", conta. O pecuarista Pérsio Airton Tozzi estima prejuízo em R$ 2 milhões com o ocorrido.

Os bovinos estão sendo enterrados na fazenda onde as mortes aconteceram.

O caso está sendo avaliado pela Iagro com o apoio da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), que deve realizar análises clínicas. Exames laboratoriais estão sendo realizados e os procedimentos recomendados para os animais mortos foram cumpridos. A reportagem entrou em contato com o Laboratório de Anatomia Patológica da Faculdade de Veterinária e Zootecnia da UFMS, que se recusou a dar qualquer informação. A causa provável foi a contaminação por meio de bolor ou mofo na ração animal, mais especificamente na silagem de milho em grãos, segundo Chiocheta. Ou seja, a doença não é contagiosa. Humanos também podem ser afetados.

Atualizado em 08/08/2017 10h33Órgão deve divulgar nota técnica até o fim desta terça-feira para comentar o caso.

Neste sentido, os órgãos oficiais ainda esclarecem sobre a possibilidade de botulismo bovino, revelando que a toxina botulínica "se liga à neuroreceptores presentes na musculatura, impedindo contração muscular, causando paralisia flácida e levando a óbito". A gravidade da doença está diretamente ligada à quantidade de toxinas que o animal ingeriu e pode ser dividia em quatro graus: Super aguda, Aguda, Subaguda e Crônica.

Edition: