EUA sugerem sanções da ONU para cortar exportações norte-coreanas

Os Estados Unidos iniciaram então negociações com a China, o principal apoio da Coreia do Norte no Conselho de Segurança, para tentar conseguir um acordo e levá-lo depois aos demais membros. O índice de tecnologia Nasdaq recuou 0,21 por cento, a 6.370 pontos.

Na sua conta no Twitter, o presidente norte-americano, Donald Trump, avançou que "A resolução das Nações Unidas é o único e maior pacote de sanções alguma vez adotado contra a Coreia do Norte".

"A resposta de Trump foi agressiva e é por isso que o mercado caiu", disse Ken Polcari, diretor da divisão da NYSE na O'Neil Securities.

As sanções impostas pela ONU por o regime de Pyongyang continuar os testes com misseis balísticos contrariando as deliberações internacionais, podem vir a reduzir em um terço as receitas das exportações da Coreia do Norte.

Esta capacidade marcaria um importante passo adiante da Coreia do Norte, que se converteria, assim, em uma potência nuclear.

As sanções adotadas no sábado pelo CS elevam a pressão ao regime liderado por Kim Jong-un com vetos a vários setores da sua economia, e enviam uma mensagem de unidade contra a ameaça "global" que representa seus testes com mísseis.

Foram mobilizados esforços para endurecer significativamente as sanções contra o país asiático, impondo uma proibição total da exportação de carvão, ferro e minério de ferro.

A simples alusão a negociações tem sido um tabu na diplomacia norte-americana, que não quer dar sequer a impressão de reconhecer a Coreia do Norte como um Estado nuclear, o que aconteceria ao sentar-se à mesa com enviados de Kim Jong-un.

O documento também acusa os 15 países que integram o Conselho de Segurança da ONU, que apoiaram por unanimidade as sanções, de "estarem assustados pelas ameaças dos Estados Unidos".

O ministro das Relações Exteriores da China sublinhou anteriormente que era necessário o diálogo, bem como as sanções contra a Coreia do Norte.

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