Coreia do Norte promete vingança 'mil vezes maior' contra sanções dos EUA

O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, um pacote de novas sanções contra a Coreia Do Norte com o objetivo de cortar em um terço as receitas com as exportações daquele país.

Um jornal norte-coreano afirmou que ações militares ou sanções contra Pyongyang vão desembocar em um "mar de fogo" engolindo os Estados Unidos.

"Nunca daremos um passo atrás no fortalecimento do nosso poder nuclear", completa a nota oficial.

"O elemento mais importante das sanções é a mensagem que envia à Coreia do Norte: que a comunidade internacional considera inaceitável o que Pyongyang está a fazer", salientou.

Em declarações feitas por Ri Yong-ho durante um encontro da ASEAN, o ministro sustenta que "a posse de armas nucleares e mísseis balísticos intercontinentais é uma opção legítima de autodefesa perante a clara e real ameaça nuclear representada pelos Estados Unidos". O chefe da diplomacia americana indicou que o seu governo está disposto a entrar em negociações com Pyongyang assim que o regime suspender os ensaios nucleares e balísticos.

No último sábado (5), o Conselho de Segurança da ONU decidiu impor mais sanções econômicas ao país por causa dos dois últimos testes de mísseis feitos na península.

"Sobretudo, condenamos e rejeitamos completamente a resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre sanções, fabricada pelos EUA e forças hostis, sendo esta uma violação grave da soberania de nossa república", menciona o comunicado.

A resolução proíbe também a concessão de vistos a trabalhadores norte-coreanos.

A resolução, que os EUA negociaram principalmente com a China, país mais ligado à Coreia do Norte entre os integrantes do órgão, se soma a outras aprovadas previamente, mas, de acordo com Delattre, se diferencia por ir além e "abrir a porta" para o único tipo de solução para o conflito, a política.

A China reiterou sua posição menos drástica e insistiu em que as sanções não são suficientes e que o diálogo é necessário.

"Somente o diálogo e as negociações são os meios adequados para solucionar o problema da península coreana", frisou.

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