Coreia do Norte ameaça se vingar 'mil vezes' dos EUA após sanções

A Coreia do Norte ameaçou neste domingo (6) responder com "um mar de fogo" às ações militares ou às sanções contra eles, após a adoção na véspera de novas medidas de pressão sobre Pyongyang por parte do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

O índice Dow Jones caiu 0,15 por cento, a 22.085 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,24 por cento, a 2.474 pontos.

Na esfera política, o órgão das Nações Unidas pediu a retomada dos diálogos entre as partes e reiterou seu apoio aos compromissos estabelecidos na Declaração Conjunta de 19 de setembro de 2005, emitida pela China, as Coreias do Sul e do Norte, o Japão, a Federação Russa e os Estados Unidos.

"A resposta de Trump foi agressiva e é por isso que o mercado caiu", disse Ken Polcari, diretor da divisão da NYSE na O'Neil Securities.

"O Conselho de Segurança das Nações Unidas acabou de votar 15-0 para sancionar a Coreia do Norte".

O projecto de resolução proíbe a exportação de produtos minerais e pesqueiros da Coreia do Norte actualmente avaliados em cerca de mil milhões de dólares anuais.

A Coreia do Norte conseguiu reduzir o suficiente uma bomba nuclear para colocá-la em um de seus mísseis intercontinentais, de acordo com as conclusões de especialistas de Inteligência dos Estados Unidos, reveladas nesta terça-feira (8) pelo jornal The Washington Post. O o governo russo também mantém divergências com o Ocidente sobre a análise técnica dos últimos testes norte-coreanos. O objetivo é castigar o regime de Pyongyang pelos testes com mísseis que realizados entre 4 e 28 de julho.

No entanto, "a comunidade de inteligência acredita que a Coreia do Norte produziu armas nucleares que podem ser inseridas nos mísseis balísticos intercontinentais", segundo um trecho do relatório. O líder norte-coreano, Kim Jong-un, deu pessoalmente a ordem para lançar o projétil, disse a KCTV.

A simples alusão a negociações tem sido um tabu na diplomacia norte-americana, que não quer dar sequer a impressão de reconhecer a Coreia do Norte como um Estado nuclear, o que aconteceria ao sentar-se à mesa com enviados de Kim Jong-un.

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