STJ suspende sindicância contra Fernando Pimentel (PT)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, nesta quarta-feira, o arquivamento de uma investigação que apurava se o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), havia interferido em investigações relacionadas à Operação Lava-Jato.

O pedido de arquivamento foi feito pelo vice-procurador-geral da República José Bonifácio Borges de Andrada. Em uma das denúncias o petista é acusado pelo MPF de receber propina de R$ 15 milhões para facilitar a liberação de recursos para projetos da Construtora Odebrecht.

No caso de Pimentel, os investigadores não encontraram indícios de que ele tenha efetivamente impedido ou embaraçado as investigações da Lava Jato durante o governo Dilma Rousseff, quando ele estava à frente do MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio). Ele comandou a pasta de 2011 a 2014.

Os delatores disseram que se reuniram com o então ministro para que ele transmitisse a Dilma a preocupação com os rumos da Lava Jato em alcançar empresários e políticos.

A abertura da sindicância foi decisão do ministro Edson Fachin, em março deste ano, em razão do possível envolvimento do governador, em supostas tentativas de eliminação de provas da Lava Jato. Executivos da empresa disseram que Pimentel teria tentado atrapalhar investigações contra empreiteira.

A suspeita foi levantada nas delações da Odebrecht.

A sindicância -um procedimento preparatório para a investigação- foi instaurada em 24 de abril.

Pimentel também é alvo na operação Acrônimo. O STJ aceitou a solicitação em 1º de agosto. O caso foi encaminhado ao STJ, foro competente para julgar governadores.

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