Mensalão: investigação contra Lula é reaberta

Segundo Marcos Valério afirmou no depoimento, Lula e o ex-ministro Palocci reuniram-se com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, no Palácio do Planalto e combinaram que uma fornecedora da operadora em Macau, na China, transferiria 7 milhões de reais ao PT. Na época, Palocci era ministro da Fazenda de Lula.

Apesar do processo ter sido arquivado, em 2015, a Câmara de Combate à Corrupção decidiu não homologar a decisão, em Maio de 2016.

Consta que o publicitário mineiro Marcos Valério - que cumpre pena de quarenta anos por participar do esquema de corrução no Escândalo do Mensalão, no governo Lula - fez a denúncia em 2013.

Agora, porém, a Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República achou necessário retomar as investigações. As investigações devem ser retomadas pela PGR no Distrito Federal. Apura o envolvimento do ex-presidente em negociações para repasse de R$ 7 milhões da Portugal Telecom ao PT para quitar dívidas eleitorais.

Os procuradores então revisaram o processo e concordaram que, devido aos fatos novos que surgiram, a investigação deve prosseguir. Ambos os Ministérios Públicos de Portugal e do Brasil pediram o arquivamento delas por total falta de provas. O procurador sorteado para conduzir o caso foi Ivan Marx.

Em resposta à reportagem, o advogado Cristiano Zanin disse que a decisão do Ministério Público de reabrir o inquérito é "arbitrária" e contraria manifestação de um de seus membros, que pediu o arquivamento por ausência de provas. A assessoria de Lula diz, em nota, que "As acusações de Marcos Valério foram feitas em 2012 e investigadas por 3 anos. Não há nada, portanto, que justifique a reabertura dessa investigação agora", escreveram os assessores do ex-presidente.

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