Itamaraty condena destituição de procuradora-geral da Venezuela

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, participará do encontro na capital peruana, informou o Itamaraty.

O agravamento da situação na Venezuela voltou a ser discutido nesta terça (8) na reunião de chanceleres de 16 países da América do Sul e Caribe, realizada em Lima, Peru.

O governo peruano disse que vai esperar o fim da reunião de chanceleres para tomar uma ação individual sobre a crise venezuelana, já que, segundo indicou Luna, não se trata de "um problema bilateral", mas da região, que deve ser encarado "com seriedade". No encontro, representantes de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai decidiram por uma nova suspensão ao país, mas, desta vez, em razão da "ruptura da ordem democrática".

A Venezuela está suspensa do Mercosul desde dezembro por descumprir obrigações com as quais se comprometeu em 2012, quando ingressou no bloco.

A nova Assembleia Constituinte da Venezuela, dotada de poderes ilimitados, demitiu no sábado das suas funções a procuradora-geral Luisa Ortega, que se tornou numa das principais opositoras ao Presidente Nicolás Maduro.

Na reunião em Lima, conforme a nota do MRE, o governo brasileiro vai aproveitar para reforçar os motivos da decisão adotada no sábado.

"As últimas ações do governo de Nicolás Maduro, como a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte, confirmaram, de maneira inequívoca, a instauração de uma ditadura no país".

O Brasil buscará, ao lado dos demais países reunidos em Lima, o envio de uma mensagem de "solidariedade" aos venezuelanos. No vídeo, ele afirmou que o país vizinho será recebido "de braços abertos" no bloco caso retome a ordem democrática.

O ministério das Relações Exteriores criticou neste domingo a destituição da procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega, por parte da Assembleia Constituinte, impulsionada pela Constituinte do presidente Nicolás Maduro.

A nova Assembleia Constituinte da Venezuela, eleita há uma semana num escrutínio polémico e considerado fraudulento, pela oposição de direita e também pela esquerda que se coloca em defesa da constituição bolivariana, decidiu manter-se em funções por um período máximo de dois anos e anunciou que Luisa Ortega Díaz será provisoriamente substituída pelo "defensor do povo" [provedor] Tarek William Saab.

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