IBGE: rendimento maior do milho puxou revisão para cima na safra 2017

"Foram responsáveis por esta supersafra, além de pequena ampliação de área em 4%, as condições climáticas favoráveis e o aumento da produtividade média de todas as culturas, à frente soja e milho, que tiveram alto nível de aplicação tecnológica", diz a Companhia, em nota referente ao penúltimo levantamento da safra 2016/2017.

Para a soja, produção e área permanecem próximas ao do último levantamento. A colheita de primeira safra foi estimada em 30,5 milhões de toneladas e a segunda em 66,7 milhões de t. A área com o cereal somou 17,5 milhões de hectares, um crescimento de 9,7%.

"O excelente desenvolvimento da oleaginosa foi respaldado pelo comportamento do clima em praticamente todas as regiões do país", resume a Conab, no relatório.

Ressalta, ainda, que o aumento na produção da soja, milho, café e laranja também é importante na medida em que esses produtos pautam as exportações brasileiras e, indiretamente, têm impacto em outras produções.

A produção do milho primeira safra alcançou 31,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,0% em relação ao estimado no mês anterior e que reflete as reavaliações positivas em Mato Grosso (7,1%), Rio Grande do Sul (0,4%), Paraná (2,6%), São Paulo (2,5%), Pará (2,2%), Tocantins (1,7%), Ceará (12,9%), Rio Grande do Norte (4,8%) e Alagoas (4,4%). Na avaliação de Barradas, a safra, prevista em 2,8 milhões de toneladas, é considerada positiva.

A produção nacional de soja será 19,7% maior este ano do que a obtida em 2016, segundo o IBGE.

Outra cultura que teve a safra revisada para cima foi a de arroz. Nos dois casos, o aumento é de 18% em relação à safra passada. Somados os três ciclos anuais, o número passou de 3,364 milhões para 3,354 milhões de toneladas das variedades carioca, preto e caupi. Do total, 1,388 milhão de toneladas são da primeira safra, 1,251 milhão da segunda e 750,3 mil toneladas da terceira safra. A redução foi liderada pelo trigo, com a expectativa reduzida de 5,578 milhões para 5,196 milhões de toneladas, uma produção 22,8% menor que a da safra passada. O leilão de Pep (Prêmio para Escoamento de Produto) negociou 93,40% do total ofertado, de 60 mil toneladas do grão. "Como o consumo interno de arroz gira em torno de 11,5 milhões de toneladas, sempre sobra um pouquinho de arroz para exportar", lembrou Carlos Antonio Barradas, gerente na Coordenação de Agropecuária do IBGE.

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