Governo deve lançar 3 pacotes de concessão de aeroportos

Infraero Além de entregar mais duas dezenas de aeroportos à iniciativa privada, o governo retomou os estudos para abrir o capital da Infraero, informou nesta terça-feira, 8, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella Lessa, em reunião na Comissão de Infraestrutura do Senado. Segundo Quintella, esses aeroportos devem ser leiloados em blocos, que terão terminais superavitários e deficitários.

O lote do Centro-oeste contará com os aeroportos de Cuiabá, Sinop, Barra do Garça e Alta Floresta, todos em Mato Grosso.

No Nordeste, devem ser concedidos os aeroportos de Recife, Maceió, João Pessoa, São Luiz, Teresina, Aracaju, Juazeiro do Norte (CE), Imperatriz (MA), Paulo Afonso (BA), Parnaíba (PI) e Campina Grande (PB). Os demais do bloco seriam Vitória (ES), Macaé (RJ), Pampulha (MG) e Jacarepaguá (RJ). No entanto, ainda está em discussão se o pacote englobará todos eles ou apenas alguns. Segundo a concessionária, a decisão foi formalizada com o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Aos senadores, o ministro afirmou que a intenção do governo é fortalecer a Infraero. Além da venda de parte da Infraero para a iniciativa privada, está em pauta a criação de uma nova estatal para ficar com os ativos da Infraero ligados à área de navegação e que se chamaria Nav Brasil. Nesse caso, a Infraero ganharia mais flexibilidade administrativa, pois suas compras não ficariam atreladas às regras da Lei nº 8.666, que trata das licitações no setor público, explicou o ministro. O governo federal jamais anunciou que a empresa seria privatizada. A ideia, com a abertura de capital, é melhorar a gestão da empresa e aumentar o uso da tecnologia. Neste ano, disse Quintella, a estatal deverá ter lucro de R$ 400 milhões, depois de amargar prejuízos da ordem de R$ 3 bilhões anuais entre 2013 e 2015 e um prejuízo já um pouco menor, de R$ 750 milhões, no ano passado.

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