Tillerson pede diálogo, Trump sublinha ameaça — Coreia do Norte

A resolução - aprovada no sábado - reduz em até US$ 1 bilhão por ano os investimentos que o regime de Pyongyang obtém com as exportações.

O comunicado não detalhou quais ações serão tomadas pelo regime.

"O Conselho de Segurança das Nações Unidas acaba de votar e sancionar a Coréia do Norte".

"Mas para proteger o sistema internacional de não-proliferação e a paz e a estabilidade regionais, a China vai como antes implementar plena, estrita e devidamente todos os conteúdos da relevante resolução".

"Após muitos anos de fracasso, os países estão se unindo para finalmente lidar com os riscos representados pela Coreia do Norte".

Antes de um jantar, o ministro sul-coreano de Relações Exteriores pediu ao norte-coreano que aceite a proposta de diálogo, mas ele respondeu que "falta sinceridade" nas ofertas de Seul, já que "o Sul coopera com os Estados Unidos para pressionar o Norte", disse a fonte anônima.

O documento também acusa os 15 países que integram o Conselho de Segurança da ONU, que apoiaram por unanimidade as sanções, de "estarem assustados pelas ameaças dos Estados Unidos".

Depois de Pyongyang ter rejeitado os apelos da Coreia do Sul para conversações e perante o agudizar da tensão na península coreana, a China, principal aliado económico do regime norte-coreano, considerou que a situação está a atingir um "ponto crítico", embora Pequim sublinhe acreditar estar-se agora perante um "ponto de viragem com vista a negociações".

Após ser alvo de mais sanções econômicas da Organização das Nações Unidas (ONU), o governo da Coreia do Norte afirmou que sua "vingança" contra a entidade e os Estados Unidos será "mil vezes maior".

No entanto, Tillerson mostrou-se conciliador.

"A série de manchetes envolvendo a Coreia do Norte impulsionou o recurso seguro do iene", disse Vassili Serebriakov, estrategista de câmbio do Crédit Agricole.

A Coreia do Norte realizou dois testes de mísseis balísticos intercontinentais no mês passado. Esta é a terceira vez nos últimos 18 meses que o Conselho de Segurança da ONU aprovou medidas destinadas a forçar Pyongyang a cessar o desenvolvimento do seu programa nuclear, mas foi o contrário que sucedeu.

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