Taxa de desemprego desce para 8,8% no segundo trimestre

Mas ao olhar-se para o "desemprego real", esse número aumenta para os 903,3 mil. Um aumento na ordem dos 342 mil. Apesar desta disparidade, o INE garante que este indicador melhorou também em 2017, face a 2016, já que no segundo trimestre do ano transacto, este número contava com mais 140 mil pessoas.

O desemprego tem caído de forma consistente desde o último trimestre de 2016 em que se fixou nos nos 13 %.

Este é o valor mais baixo da atual série do INE sobre a taxa de desemprego trimestral em Portugal, que começa em 2011.

No segundo trimestre, havia 461,4 mil pessoas desempregadas que contavam para o cálculo da taxa de desemprego 'oficial'.

Já a população empregada, foi estimada pelo INE em 4 760,4 mil pessoas no segundo trimestre, o que traduz um aumento de 2,2% (mais 102,3 mil pessoas) em relação aos primeiros três meses do ano.

Finalmente, o número de inactivos disponíveis mas que não procuram emprego foi estimado em 204,6 mil pessoas, uma redução de 6,6% em relação ao trimestre precedente e de 14,5% se comparado com o mesmo período do ano passado.

Os números do INE mostram ainda o problema estrutural do deseprego de longa duração em Portugal.

O primeiro trimestre do ano colocou o desemprego nos 12,5% até chegar aos 11% no segundo trimestre de 2017. No espaço de um ano esta taxa baixou 4,9 pontos percentuais.

Em junho, todas as regiões do continente apresentaram aumentos nos preços da manutenção e reparação regular da habitação, exceto o Alentejo, que registou uma descida de 0,1% em relação ao observado em período homólogo, explica o INE.

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