Produção industrial no AM tem 2ª maior alta em junho, aponta IBGE

Embora a média da indústria nacional tenha ficado estável (0,0%) em junho ante maio, nove dos 14 locais pesquisados tiveram avanços na produção.

"Três taxas positivas são importantes para iniciar qualquer tipo de reação, mas é preciso lembrar que os setores que contribuíram para isso podem ter tido aumentos apenas pontuais, além do que a base de comparação da indústria de São Paulo permanece muito baixa", disse o analista do IBGE.

Além do Amazonas, também tiveram expansão Rio de Janeiro (3,1%), Pernambuco (1,7%) e Minas Gerais (1,6%) em junho. Já a produção de veículos automotores para exportação influenciou o resultado de maio. "Então, pode ser algo pontual", disse Lobo, acrescentando que, apesar do avanço, o patamar de produção da indústria de São Paulo segue 21,9% abaixo do pico histórico, registrado em março de 2011.

Na direção oposta, além do Rio Grande do Sul, os locais com perdas mais acentuadas em junho foram a Bahia (-10,0%) e a Região Nordeste (-4,0%), com o parque industrial baiano eliminando o avanço de 5,1% registrado no mês anterior, enquanto o Nordeste voltou a cair após acumular expansão de 2,8% nos meses de abril e maio. No primeiro trimestre, a produção havia subido 0,4% nessa base de comparação, quando interrompeu uma sequência de 13 trimestres de queda.

O Amazonas esteve a frente de Estados como Minas Gerais (1,6%), São Paulo (0,8%) e o Paraná (0,5%). Já a taxa anualizada, referente ao índice acumulado nos últimos 12 meses, até junho, recuou 1,8%, mantendo a trajetória de redução da intensidade da queda, aponta o IBGE. Por fim, a indústria mineira conseguiu equalizar a queda de 0,2% verificado em maio passado.

Os demais desempenhos positivos foram do Paraná (0,5%), Espírito Santo (0,1%), Ceará (0,1%) e Goiás (0,1%). Entre eles, Bahia (-10%), região Nordeste (-4%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-0,4%) e Santa Catarina (-0,1%).

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