Oficial. Desemprego cai para 8,8%, valor mais baixo em oito anos

A taxa de desemprego não era tão baixa há mais de oito anos, há mais setores a criar emprego para além dos serviços e também há mais pessoas com menor nível de escolaridade a entrar no mercado de trabalho. É o valor mais baixo desde 2009.

A taxa de desemprego na Região Autónoma da Madeira no 2.º trimestre de 2017 voltou a baixar para valores mínimos históricos, para 11%, o número mais baixo (em igualdade com o 4.º trimestre de 2016) na recente série estatística iniciada em 2011. Em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 17,5% (menos 97,9 mil). As estimativas consideram a população com 15 e mais anos.

Mesmo assim, apesar de a Madeira acompanhar a diminuição sentida nas regiões do Continente, continuamos a ter a taxa de desemprego mais alta do país, que atingiu também uma média histórica, 8,8%.

Já a população empregada, estimada em 4 760,4 mil pessoas, verificou um acréscimo trimestral de 2,2 por cento (mais 102,3 mil).

No segundo trimestre, o INE estima que 10,8% do total de jovens entre os 15 e os 34 anos não estavam empregados, nem a estudar ou em formação, o que representa uma diminuição de 1 ponto percentual face ao trimestre anterior e de 1,9 pontos percentuais face ao homólogo. O emprego nas "atividades imobiliárias" registou um salto homólogo impressionante de mais de 44%, sector que dá trabalho agora a quase 43 mil pessoas.

O Programa de Estabilidade do Governo, apresentado em Abril, previa uma taxa de desemprego de 9,9% para 2017.

As taxas de desemprego do Alentejo (8,7 por cento), do Algarve (7,6 por cento) e do Centro (7,0 por cento) situaram-se abaixo da média nacional.

A taxa de subutilização do trabalho foi de 16,6 por cento, tendo diminuído 1,6 p.p. face ao trimestre anterior e 2,7 p.p. em relação ao 2.ºtrimestre de 2016.

Já sobre o emprego, o Instituto Nacional de Estatística refere ainda que "em relação ao trimestre homólogo, verificou-se um aumento de 3,4% (mais 157,9 mil), o maior desde o 4.º trimestre de 2013". "À semelhança do sucedido globalmente para Portugal, a taxa de desemprego diminuiu em todas as regiões", observa o INE.

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