Moradia e transportes pressionam, e inflação oficial acelera em julho

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 0,24% em julho ante março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, a inflação acumulada chega a 2,71%, abaixo do centro da meta de inflação do governo federal, que é de 4,5%, pela primeira vez, desde 2007.

Apesar da crise, foi somente neste ano que a inflação realmente começou a cair.

O resultado ficou perto do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam uma alta entre 0,08% e 0,27%, com mediana positiva de 0,19%. Na região metropolitana de Curitiba, o aumento foi impulsionado pelas contas de energia elétrica que ficaram 9,71% mais caras em razão do reajuste de 7,09%, em vigor a partir de 24 de junho.

Com o maior impacto no IPCA, a energia elétrica subiu 6% dentro do grupo habitação, o item que mais contribuiu para o resultado de julho.

A queda dos alimentos foi puxada pelos produtos para consumo em casa, mais baratos em 0,81%.

Apesar de a maioria dos alimentos passarem a custar menos entre junho e julho, a exemplo da batata-inglesa (-22,73%), do leite longa vida (-3,22%), das frutas (-2,35%) e das carnes (-1,06%), alguns itens ficaram mais caros. Mesmo tendo ocorrido no fim do mês, a medida teve impacto no IPCA porque a gasolina tem peso importante no indicador. Na direção oposta, as famílias pagaram mais caro pelo tomate (16 90%) e pela cebola (11,70%). Alimentação é uma coisa que todo mundo precisa, mas acaba comprando o que necessita prioritariamente, comprando uma marca mais barata, ajustando dessa forma - explica Fernando Gonçalves, coordenador de índice de preços do IBGE. Com isso, reduziu em 0,12 ponto percentual o IPCA. A taxa acumulada em 12 meses foi de 2,08%.

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