Justiça do Rio nega habeas corpus a Rafael Braga

A 1ª Câmara Criminal do TJRJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro) decidiu, por maioria de votos, pela manutenção da prisão. A decisão ocorreu após o desembargador Luiz Zveiter ter pedido vista e votado pela liberdade do jovem, mas como os desembargadores Katya Monnerat e Antônio Boente já haviam votado pela prisão e não mudaram o posicionamento nessa sessão, o placar final terminou em 2×1. No último dia 1º de julho, a decisão foi adiada após um pedido de vistas do processo feito por Zveiter.

De acordo com a página Pela Liberdade de Rafael Braga Vieira, a "luta permanente pela liberdade do Rafael Braga começou no Rio de Janeiro em dezembro de 2013, iniciada por militantes e ativistas de movimentos sociais, movimento negro e de periferia em assembleias populares", que levantam recursos para a sobrevivência da família do rapaz enquanto ele está preso.

Braga está preso desde o dia 12 de janeiro do ano passado, quando foi capturado por policiais militares que faziam uma operação na Vila Cruzeiro, zona norte do Rio, com 0,6 gramas de maconha e 9,3 de cocaína. Ele nega a acusação e diz o flagrante foi forjado.

Em junho de 2013, ele foi a única pessoa presa durante as grandes manifestações, suspeito de participar de confrontos, e foi preso acusado de supostamente porta material explosivo.

O advogado de Rafael, Lucas Sada, disse que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça, pois a liberdade de Rafael, segundo ele, não representa risco à sociedade já que seu cliente não resistiu à prisão e não portava arma no momento da detenção.

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