Fachin autoriza perícia em celular de coronel amigo de Temer

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou procedimento da Polícia Federal para tentar obter os dados do celular apreendido com o coronel aposentado João Baptista Lima Filho. A denúncia foi feita pelo programa Fantástico, da Rede Globo. Para as obras, a companhia recebeu aporte de R$ 94 milhões, complementado em seguida por outros R$ 57 milhões. O Tribunal de Justiça informou que o contrato foi alterado e que desistiu da construção dos fóruns. Ainda assim, a empresa recebeu R$27 milhões, referentes a "635 serviços diversos e 1966 relatórios técnicos".

Enquanto o projeto não sai do papel, a matéria mostra, por exemplo, a precariedade do banheiro do Fórum de Carapicuíba e um espaço ao lado da Plenária do Juri que mais parece um depósito de ventiladores. Ricardo Saud, um dos diretores da empresa, afirmou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que, em 2014, Temer pediu R$ 1 milhão em propina, indicando o endereço da Argeplan para entrega. Ainda de acordo com o delator, o dinheiro foi entregue no local, como solicitado, em uma caixa deixada no porta-malas de um carro estacionado no escritório da empresa a pedido do próprio coronel Lima.

O Coronel Lima e Temer são investigados a partir das delações de executivos da JBS. O ex-coronel da PM foi assessor de Temer na década de 80, quando o peemedebista foi secretário estadual de Segurança Pública de São Paulo. Posteriormente, Lima se tornou coordenador de campanha eleitoral de Temer.

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