Peemedebista declara voto pró denúncia e já há 200 deputados contra Temer

O parlamentar disse que está indignado: "Não poderia deixar de registrar a minha indignação com o dia de ontem com a votação da Câmara Federal, notem que, por muito menos, sem comprovação, por pedalada fiscal, aquela Câmara Federal cassou o mandato legitimo da presidente Dilma, e não conseguiram provar até hoje, nada que desabonasse a conduta da presidente Dilma, e aí ontem, uma denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, onde o Supremo Tribunal Federal acatou essa denúncia e mandou para que a Câmara autorizasse ou não a investigação e a gente vê o descaramento de vários deputados que diziam abertamente, 'deixem ele ser investigado depois', ou seja, 'ele é ladrão, foi pego no grampo, deixe ele roubar até 31 de dezembro de 2018', para depois ele ser investigado, é muita cara de pau", disparou.

"Voto sim à denúncia e pela investigação".

Proporcionalmente, o PV foi o partido da base com mais votos contrários a Temer: 4 dos 7 deputados da sigla (57%). "Pelo Brasil, sim". O segundo tucano da bancada do Paraná, Nelson Padovani, também votou a favor do relatório. Por isso, a votação desta quarta-feira é considerada um termômetro para entender a potencial força e capital político no caso de vitória do governo na votação. Brasil não pode continuar sendo governado por um bandido acompanhado de duas quadrilhas: PMDB e PSDB.

Do lado da oposição, 11% votaram a favor de Temer.

Devido ao alto índice de defecções no PSDB, deputados do bloco informal "Centrão" cobram de Temer um redesenho ministerial para diminuir a presença tucana no governo depois da votação.

PRB, PR, DEM, PP, PTB e PMDB, nessa ordem, completam a lista dos partidos com maiores porcentagens de dissidência.

O PMDB fez o chamado "fechamento de questão" a favor do presidente, com ameaça de punição a infiéis. Na oposição, o PSB o único dividido. No PSDB, 22 votaram a favor de Temer, 21 contra e quatro deputados estiveram ausentes. As bancadas nacionais do PP e PR orientaram que seus deputados votassem "sim" - a favor de Temer, mas em Santa Catarina os deputados Esperidião Amin (PP), Jorge Boeira (PP) e Jorginho Mello (PR) optaram por contrariar a orientação e votaram contra Temer. Apesar de ter orientado a bancada nessa direção, a líder do PSB, deputada Tereza Cristina (MS), deu voto favorável ao presidente, o que desagradou parte da legenda.

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