Modelo é sequestrada para ser vendida em leilão na internet

A jovem chegou à cidade no dia 10 de julho para um ensaio fotográfico marcado pelo agente dela, e quando chegou ao local das fotos foi rendida por dois homens, sequestrada e mantiva em cativeiro por quase uma semana.

"Um homem de luvas pretas atacou-me por trás, pôs uma mão no meu pescoço e outra na boca, enquanto uma segunda pessoa, usando um passa-montanhas, me injetou algo no braço", contou à polícia, segundo revela o depoimento a que o jornal italiano "Corriere della Sera" teve acesso.

De acordo com as autoridades locais, a modelo foi libertada no dia 17 de julho, perto do consulado britânico de Milão, quando os sequestradores descobriram que Ayling tinha um filho de dois anos.

Assim que acordou, a jovem modelo apercebeu-se de que estava no interior do porta-bagagens de um carro, com os pulsos e os tornozelos algemados, além de ter a boca coberta com fita adesiva. "Estava dentro de uma mala, apenas com um pequeno buraco que me permitia respirar", contou Chloe Ayling.

A modelo disse que temeu por sua vida durante a terrível experiência.

Segundo a polícia, Chloe foi levada para a cidade de Borgial, no noroeste de Turim. "A vítima foi dopada com quetamina, depois foi trancada dentro de uma mala e levada durante horas dentro de um carro".

Lucasz Pawel Herba, o homem acusado do sequestro da rapariga, terá tentado vendê-la através de um leilão online, onde era apresentada como escrava sexual. "Imagina o que teria acontecido se ela tivesse asma", disse o promotor italiano Paolo Storari à BBC.

No computador do suspeito foram encontradas outras três fotos de mulheres na mesma situação, mas os investigadores não conseguiram confirmar se houve leilão e nem mesmo se a tal rede realmente existe.

Durante o período em que a modelo esteva sequestrada, Herba exigiu que o agente pagasse 300 mil dólares para evitar que a modela fosse vendida online. Ele disse que trabalhava para o "Black Death Group", uma organização que faz operação na 'deep web', a internet profunda. As investigações do caso estão sendo conduzidas por autoridades na Itália, Polônia e Inglaterra.

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