Justiça recomenda pena de 12 anos a herdeiro da Samsung

A Procuradoria da Coreia do Sul recomendou a prisão do herdeiro e vice-presidente da Samsung, Lee Jae-yong, por 12 anos, caso ele seja condenado por pagamento de propina e outros crimes relacionados a um escândalo de corrupção de escala nacional.

Lee e outros quatro executivos são acusados de subornar a melhor amiga da ex-presidente, Choi Soon-sil, pagando US$ 38 milhões, em troca de favores políticos e a aprovação de uma fusão de duas afiliadas da Samsung em 2015.

"Os acusados tinham vínculos estreitos com o poder e buscavam benefícios pessoais", afirmaram os promotores, que pediram uma sentença de 12 anos para Lee e condenações de entre sete e 10 anos para os outros acusados.

Lee está detido desde fevereiro, aguardando julgamento por acusações que variam de desfalque a perjúrio, em um escândalo que envolveu o país por meses e levou à queda da ex-presidente Park Geun-hye.

Lee, que se tornou no patrão de facto da Samsung, depois de o pai ter sofrido um ataque de coração em 2014, negou todas as acusações contra si.

A decisão do tribunal deve ser divulgada ainda este mês.

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