Ovos contaminados não chegam ao Luxemburgo

A associação alemã de agricultores, por outro lado, descreveu a atitude como uma "reação exagerada".

O organismo holandês responsável pela segurança alimentar (NVWA, na sigla original) enviou um alerta alimentar para consumidores de ovos brancos com determinadas etiquetas.

Segundo a imprensa holandesa, cerca de 10 bilhões de ovos foram produzidos no país no último ano por cerca de mil fazendas avícolas.

Uma lista com mais de cem códigos - que aparecem impressos nas cascas dos ovos e identificam em qual fazenda eles foram produzidos - foi publicada pela agência reguladora em sua página na internet, alertando os cidadãos para que evitem consumir esses produtos até segundo aviso. Ao menos metade deles atravessou a fronteira para a Alemanha.

O próprio grupo Aldi, antes de informar nesta sexta-feira que está deixando de vender qualquer ovo em suas lojas, já havia removido das prateleiras os produtos das fazendas que supostamente utilizam fipronil.

Segundo a agência noticiosa local Belga, a medida foi adotada pelos supermercados Albert Heijn, Colruyt, Delhaize, Lidl y Aldi.

"Todos estes ovos serão devolvidos e destruídos", prosseguiu a porta-voz, indicando que este caso é uma "situação inédita" na história da rede de supermercados holandesa.

O caso também está a ter repercussões na Bélgica, onde a Agência Federal de Segurança Alimentar (AFSA) foi informada em junho passado sobre a existência de ovos contaminados com Fipronil.

As autoridades belgas e holandesas abriram investigações para determinar como é que o pesticida chegou aos ovos. Bruxelas afirma, a este respeito, que está a acompanhar o caso e que a situação está sob controlo. "As explorações foram identificadas e os ovos contaminados foram localizados e retirados do mercado, a situação está sob controlo", declarou a porta-voz da Comissão Europeia, Anna-Kaisa Itkonen.

Além disso, o Ministério da Agricultura do Luxemburgo garante que o desinfetante contaminado com Fipronil "não tem sido utilizado pelos produtores de aves" do Grão-Ducado.

O inseticida é considerado tóxico para humanos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), podendo danificar órgãos como fígado, rins e tireóide se consumido em grandes quantidades e por período prolongado, alerta a entidade.

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