Rodrigo Maia diz reforma será votada em setembro

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que não tem sofrido pressão política para mudar a meta fiscal deste ano, algo que seria "legítimo e que faz parte da democracia", mas que não está acontecendo.

Idade mínima e regras para servidores são pontos de honra para o governo na Reforma da Previdência, apurou Fábio Graner, em Brasília, com fontes para quem capacidade de convencimento será mais relevante que liberação de emendas e nomeações de cargos em nova fase de negociação que se abre após a decisão da Câmara dos Deputados pelo arquivamento da denúncia contra o presidente Michel Temer por corrupção passiva. "Vai além disso, Acreditamos ainda assim na viabilidade da aprovação", comentou Meirelles, em entrevista à imprensa concedida após participação em evento do Goldman Sachs na capital paulista. "Não é uma coisa trivial", disse.

O ministro afirmou ainda que a reforma tributária, em sua avaliação, pode ser votada até o mês de novembro. "Base de Temer no Congresso põe foco na reforma política".

O ministro não descartou a possibilidade de inverter a ordem de votação entre as reformas prioritárias para o governo.

O governo, segundo Meirelles, está analisando as razões da queda da arrecadação, dado que as despesas estão sob controle. "A princípio a meta é R$ 139 bilhões".

"A arrecadação em junho já retomou um pouco e nossa expectativa é que a retomada da arrecadação possa resolver essa questão (de cumprir a meta fiscal)", afirmou Meirelles.

No 'day after' da votação na Câmara que barrou investigações sobre o presidente da República pelo Supremo Tribunal Federal (STF) não restou dúvidas sobre a próxima tarefa que Executivo e Legislativo devem executar. "O parecer da AGU [Advocacia-Geral da União] foi de que, sim, neste caso, por razões específicas, o aumento do PIS [Programa de Integração Social] e Confins [Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social] sobre combustíveis especificamente pode ser feito por decreto", justificou.

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