Reforma da Previdência deverá ser diluída para ter chances, diz Anastasia

A prioridade permanece na reforma previdenciária, conforme afirmou o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) ao G1.

"Idealmente, espera-se que a Previdência seja votada em primeiro lugar", afirmou. "Estamos trabalhando duro na reforma tributária e ela vai ser apresentada ao Congresso num próximo momento". "Se até lá a Previdência não tiver sido votada, [a tributária pode passar na frente]".

Em entrevista à BandNews, Temer disse que se sente fortalecido para trabalhar pela reforma após a vitória na Câmara.

Isso porque o governo não só conseguiu rapidamente reunir quórum para dar início à votação, como também conseguiu aprovar, com 292 votos, requerimento para encerrar as discussões, abrindo efetivamente o caminho para votar a denúncia, que ainda estava em andamento.

"Eu me sinto fortalecido", afirmou. "Temos que retomar e concluir a reforma da Previdência" pontua. "Não é simplesmente quem é contra ou a favor do governo".

A reforma é rejeitada por 71% da população, segundo o Datafolha. As duas votações, esta votação com a votação das reformas, não guardam qualquer semelhança.

A sessão da Câmara já teve início, mas a votação só começará com a presença de 342 deputados em plenário, mesmo número de votos favoráveis à denúncia necessários para a Câmara autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar a acusação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer. "Não adianta [tentar] convencer o inconvencível, porque há muitas dificuldades", disse à reportagem. "Isso está no nosso horizonte", disse o presidente. Deputados de partidos que ajudaram a defender Temer na Câmara, como DEM, PSD, PR e PRB, concordam com Ramalho.

O movimento vendedor prevaleceu no câmbio no fim dos negócios nesta quinta-feira, 3, após o dólar operar próximo à estabilidade, ora em alta, ora em baixa. "Mas teve um resultado melhor do que todos projetavam quatro semanas atrás". A inversão ocorreria porque seria possível fazer as mudanças no sistema de impostos e contribuições sem precisar alterar a Constituição e, portanto, com uma necessidade menor de apoio.

O principal objetivo do governo com a reforma da Previdência é frear o crescimento acelerado da despesa com aposentadorias e pensões, a que mais cresce no setor público, e conter o rombo nas suas contas.

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