Equador afasta vice envolvido em escândalo da Odebrecht

Após ser comunicado da decisão, Glas convocou uma entrevista coletiva.

O presidente do Equador, Lenín Moreno, decretou nesta quinta-feira (3) a perda de todas as funções de seu vice-presidente, Jorge Glas, envolvido em acusações de corrupção que incluem a construtora brasileira Odebrecht.

"É uma clara retaliação política por agir conforme o que a minha consciência diz". Ainda sob sigilo, mas obtido pelo GLOBO, o depoimento do engenheiro José Conceição Filho, ex-diretor da Odebrecht no Equador, pode agravar em definitivo a situação do vice-presidente.

Ao final de seu comparecimento, o vice-presidente mostrou uma cópia plastificada do decreto de Moreno e assegurou que o pendurará "na parede de sua casa".

No poder desde 24 de maio, Moreno afastou Glas de suas funções à frente da milionária reconstrução das zonas arrasadas pelo terremoto de abril de 2016, que deixou mais de 600 mortos. No mês passado, Glas depôs ao Ministério Público (MP) sobre as denúncias envolvendo a Odebrecht.

De acordo com a Constituição equatoriana, o vice-presidente tem de desempenhar as funções que lhe forem atribuídas pelo chefe de Estado; contudo, este último não pode destituir o vice-presidente, por ocupar um cargo para o qual foi eleito pelo voto popular, explica a TeleSur.

Ltda. Na época, Glas ocupava o cargo de ministro-coordenador de Setores Estratégicos, durante o governo do ex-presidente Rafael Correa, no qual ele também ocupava a vice-presidência. A decisão do MP se baseou num relatório do Tribunal de Contas do país sobre o contrato assinado entre o governo equatoriano e o Consórcio DGC, integrado pela companhia Dygoil Consultoría y Servicios Petroleros Cia. "Ups! O 'diálogo' somente tem sido para os que odeiam a Revolução!" Ele afirmou ter pedido ao ex-ministro de Hidrocarbonetos, Wilson Pastor, também alvo das investigações, que retorne ao país para apresentar as provas de sua inocência que já haviam sido enviadas ao Tribunal de Contas e que deverão ser encaminhadas ao Ministério Público.

Edition: