Governo cancela 90% dos auxílios-doença revisados pelo INSS

O pente-fino dos Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que fará revisões em mais de um milhão de aposentadorias por invalidez em todo país, vai convocar 72.016 segurados do Estado do Rio a partir de 15 de agosto. Eles precisam passar, novamente, por perícia médica e, caso não respondam ou não compareçam na data agendada, terão o benefício suspenso. A lista dos convocados foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (1), da página 96 a 235 (seção 3). Clique aqui para ver a lista.

Para saber se o beneficiário está na lista, é possível fazer a busca pelo nome completo ou número do benefício no site www.in.gov.br, no campo Informe o Termo.

A convocação desses beneficiários se dá em virtude da devolução pelos Correios do ofício de convocação encaminhado pelo INSS ao endereço constante no cadastro do Sistema Único de Benefícios - SUB, devido à não localização do beneficiário ou devido ao endereço constante no cadastro estar incompleto, impossibilitando a emissão de correspondência. Até o momento, foram enviadas 435 mil cartas de convocação.

Os convocados devem ficar atentos a data agendada para a realização da perícia, pois devem apresentar toda a documentação médica como atestados, laudos, receitas e exames que comprovem o direito ao benefício.

De acordo com levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), 90% das perícias promovidas pelo governo sobreauxílios-doença resultaram em cancelamentos dos benefícios.

O governo começa neste mês uma nova fase da Operação Pente Fino na concessão de benefícios por aposentadoria por invalidez.

O não comparecimento dos convocados levou ao cancelamento de outros 20.304 benefícios. Ao todo, o MDS calcula que 530.191 benefícios de auxílio-doença serão revisados até setembro. Serão convocados 1.004.886 aposentados por invalidez, começando pelos mais jovens.

Para as aposentadorias por invalidez, os números são ainda maiores: espera-se que mais de 1 milhão de casos passem por revisão, o que deve gerar uma economia de cerca de R$ 10 bilhões por ano.

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