Confiança dos serviços avança em julho, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços avançou 1,0 ponto na passagem de junho para julho e chegou a 82,9 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos. No mês anterior, apenas quatro atividades haviam apresentado alta.

"As expectativas empresariais tornaram-se menos otimistas, comprovando a sensibilidade aos níveis de incerteza econômica, mas os indicadores que retratam o grau de satisfação das empresas com a situação corrente dos negócios mantiveram a tendência de alta gradual, em linha com a lenta retomada da economia em 2017", diz nota da FGV. O índice foi puxado pela a melhora da demanda atual, que subiu 2 pontos, para 78,8 pontos, nível mais elevado desde fevereiro de 2015.

"A leitura mais favorável sobre a situação corrente parece se refletir no indicador que capta as perspectivas para o emprego no setor", apontou Sales. "O indicador de tendência de pessoal ocupado cresce pelo terceiro mês consecutivo, se aproxima dos 100 pontos e sinaliza uma transição entre fases de desmobilização e expansão do efetivo de mão de obra no setor", avalia Silvio Sales, consultor da FGV/IBRE. O indicador de Demanda prevista avançou1,1 ponto, para 85,8 pontos, após recuar 5,3 pontos no mês anterior.

Os empresários estão mais confiantes tanto no momento presente quanto em relação ao futuro.

O Índice de Situação Atual também registrou alta de 0,7 ponto, para 80,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas manteve-se estável em 91,7 pontos, o mesmo registrado no mês passado.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços avançou 0,6 ponto percentual em julho, para 82,1%, retornando ao patamar de fevereiro passado, após atingir o menor nível histórico em junho.

Esta edição da Sondagem dos Serviços coletou informações de 2002 empresas entre os dias 03 e 26 deste mês.

Edition: