Trump diz que transgêneros serão banidos do Exército dos EUA

"Nossos militares devem estar focados nas vitórias decisivas e esmagadoras e não podem ser sobrecarregados com os tremendos custos e perturbações médicas que envolvem os transgêneros".

O líder da Casa Branca repõe assim a proibição existente até Junho de 2016, que barrava o acesso ao Exército, Marinha e Força Aérea a quem tinha uma identidade de género diferente da que lhe foi atribuída à nascença.

No início de julho o Pentágono adiou por seis meses o recrutamento de pessoas transgénero depois do secretário da Defesa James Mattis ter aprovado uma recomendação que adiava o acesso dos candidatos até 2018.

A decisão põe em causa a herança da Administração precedente, de Barack Obama, em favor das pessoas transgénero. "Nós forneceremos orientações revisadas para o Departamento em breve", disse o porta-voz do Departamento de Defesa, Jeff Davis. A Organização da defesa dos Direitos Humanos, Human Rights Campaign estime que o número seja mais próximo dos 15.000. "Ponto final!" reagiu esta quarta-feira o anterior vice-presidente democrata Joe Biden. O presidente dos Estados Unidos usou sua conta do Twitter para comunicar que não vai permitir que transgêneros prestem nenhum tipo de serviço militar.

O Post cita um estudo de 2016 da Rand Corporation, encomendado pelo Pentágono, que diz que os custos médicos com militares transgénero no activo (e não na reserva, aposentados ou familiares transgénero abrangidos pelos serviços de saúde militar) oscilariam entre os dois e os sete milhões de euros, enquanto as estimativas de gastos em tratamentos para a disfunção eréctil rondariam, segundo uma análise do Military Times, os 71 milhões de euros.

A dar a cara pelos militares que declararam a sua orientação depois de serem integrados nas Forças Armadas está Chelsea Manning, nascida Bradley Edward Manning, informadora do Wikileaks e que realizou uma operação de mudança de sexo.

No Reino Unido, refere a BBC, vários generais também condenaram o plano do Presidente norte-americano, entre eles o contra-almirante Alex Burton, que atualmente comanda as forças marítimas britânicas: "Estou muito satisfeito por não estarmos a seguir este caminho".

Durante a campanha, Donald Trump assumiu o seu apoio à comunidade homossexual e aos transgéneros. "Lutarei por vós enquanto Hillary traz mais pessoas que vão ameaçar as vossas liberdades e crenças", escreveu na altura, também na rede social Twitter, uma publicação aqui reproduzida pelo meio Axios.

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