Não há discussão sobre mudança de meta dentro do Tesouro, diz secretária

Mesmo apertando fortemente os cintos, a equipe econômica não conseguiu equilibrar suas contas no primeiro semestre de 2017. Pressionado por fortes aumentos em gastos obrigatórios - especialmente com pessoal e benefícios previdenciários - o governo central (composto por Tesouro, Previdência e Banco Central) registrou um déficit primário recorde de R$ 56,1 bilhões entre janeiro e junho. Não tem plano B. "Nosso compromisso é pleno com o cumprimento da meta". Temos uma meta definida por lei e é ela que perseguimos. "Não negamos que ela é desafiadora, mas nós estamos demonstrando todo nosso engajamento com ela", disse. "Temos confiança muito grande no ministro Meirelles na condução desse processo", garantiu. Temos feito um trabalho importante para reverter a crise do passado, que foi fiscal.

- O reajuste do Ministério Público (MP) é uma questão que, pelo regramento constitucional, é do órgão.

- Não tenho elementos concretos para fazer análise.

Ana Paula alertou para o fato de que as despesas previdenciárias continuam tendo um efeito perverso sobre as contas públicas, o que torna urgente uma reforma. Por isso, ela afirmou que existe a possibilidade de adiamento de reajustes de servidores públicos no próximo ano.

"Está na lista para ser estudado". No início de cada ano é previsto um reajuste.

"O que pode se discutir, está se discutindo, é a postergação de um reajuste aprovado em lei. Uma prorrogação em alguns meses, em algum período", disse a secretária do Tesouro. O aumento dos salários dos servidores, que teve a aprovação do Congresso, deve ampliar em R$ 22 bilhões as despesas do governo no ano que vem.

Mesmo assim, o número ainda é bastante elevado, uma vez que as despesas totais, de R$ 605,6 bilhões, tiveram alta real de apenas 0,5% no período. Segundo Ana Paula, uma parte desse valor de pessoal ocorreu devido à antecipação do pagamento de precatórios este ano.

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