Governo vai liberar até R$ 13 milhões para carnaval do Rio 2018

"Nós pedimos uma intervenção federal no Carnaval do Rio de Janeiro", disse o deputado federal Pedro Paulo (PMDB-RJ), que participou do encontro.

De acordo com Sá Leitão, o grupo de trabalho será coordenado por Moreira Franco e contará com o apoio dos titulares dos ministérios da Cultura, do Turismo, do Esporte e do Desenvolvimento Social.

Ao dar posse, em Brasília, ao novo ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, na terça, dia 25 de julho, o presidente Michel Temer pediu que ele ajude as escolas de samba do Rio de Janeiro.

Segundo Pedro Paulo, o presidente foi receptivo e rápido na tomada de decisão para determinar que os ministros da Cultura e do Turismo que criassem soluções para suprir o valor de R$ 13 milhões.

A Riotur afirmou que vai buscar apoio da iniciativa privada para compensar o corte de 50% nos repasses para as escolas de samba, que receberão R$ 1 milhão cada. "Imagine o Rio de Janeiro sem carnaval".

Já empossado, o ministro da Cultura foi questionado sobre o apoio às agremiações cariocas e disse que é preciso avaliar as possibilidades para anunciar qualquer medida. "Vamos analisar com cuidado a situação e ver de que maneira podemos ajudar".

Sá Leitão lembrou que o carnaval carioca tem grande impacto econômico e gera retorno financeiro para a sociedade e o governo.

De acordo com os sambistas, as agremiações precisam de R$ 13 milhões para realizar a festa no Sambódromo e dizem que o evento está ameaçado, caso o montante não seja repassado. O prefeito vai cortar pela metade -de R$ 2 milhões por escola para R$ 1 milhão- a subvenção que o município dá às escolas de samba do Rio de Janeiro. Quando anunciou o corte, o prefeito explicou que parte do dinheiro vai para o aumento do orçamento de creches com convênio público. "O impacto é muito grande". "Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para ajudá-las (escolas e liga), para fazer com que o desfile das escolas e tudo mais o que compõe o Carnaval do Rio de Janeiro possa acontecer em 2018 de uma forma melhor do que em anos anteriores", destacou. Não adianta dizer que o carnaval tem que reduzir o número de componentes, de carros alegóricos. "O espetáculo não pode cair a qualidade, tem que ganhar mais qualidade", comenta Chiquinho.

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