Juízes nomeados pelo Parlamento da Venezuela serão presos — Maduro

"Estes que foram nomeados, usurpadores que andam por aí, todos serão presos, um a um, um atrás do outro". Todos vão presos e todos terão congelados os bens, as contas e tudo mais.

"O SEBIN (serviço de inteligência) deteve o magistrado recém-juramentado Ángel Zerpa Aponte", afirma uma mensagem publicada na conta da Assembleia Nacional no Twitter.

"Agora estão cometendo o erro garrafal de criar um Estado paralelo, que é uma estupidez, uma coisa de garotos, de adolescentes políticos", acrescentou Maduro em alusão às nomeações pelo Parlamento.

A oposição tinha anunciado a intenção de chegar ao TSJ para expressar respaldo aos 33 magistrados designados na sexta-feira pelo Parlamento, não reconhecendo os que foram designados em 2015 por um Legislativo de maioria chavista. A declaração do TSJ também pedia "medidas de coerção" contra todos os que participaram dos supostos delitos.

Ortega Díaz impugnou a nomeação desses 33 magistrados e disse, inclusive, que um deles, atual integrante da Sala Constitucional do Tribunal Supremo, não foi avaliado pelo Conselho Moral Republicano, sendo designado deliberadamente pelo Parlamento, na época presidido pelo deputado Diosdado Cabello, um dos principais nomes do chavismo.

O Congresso controlado pela oposição da Venezuela nomeou hoje 13 novos juízes para a Suprema Corte, como substitutos para os juízes pró-governo, em uma ofensiva para minar o plano do governo de Nicolás Maduro de ter uma assembleia especial para reescrever a constituição.

"A Venezuela terá juízes que não recebem ordens de qualquer um, os juízes vão servir à Justiça e não são empregados do presidente", disse o oposicionista Carlos Berrizbeitia. "Exijo que a oposição tenha um pouquinho de honra e respeite o direito do povo de votar livremente, sem violência".

Um dos 33 magistrados da suprema corte paralela juramentada na Venezuela pela maioria opositora do Parlamento foi preso neste sábado, denunciou o Legislativo.

Em resposta ao apelo de Guevara, Maduro reiterou que o governo e as Forças Armadas vão garantir a eleição dos 545 membros da Constituinte. "É isto que devem entender em Washington", rebateu.

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