Oposição venezuelana diz que dois morreram em plebiscito simbólico

Em Portugal, os organizadores garantem que a votação ultrapassou as expectativas. De igual forma, existe um poder público, o Eleitoral, que tem a seu cargo a planificação e a realização destas consultas.

Enquanto a oposição se preparava para o plebiscito, Maduro enviava ordens polêmicas às empresas estatais: os trabalhadores devem colocar imagens sobre a Constituinte em seu perfil do WhatsApp; eles receberão a canção e o vídeo alusivos à Constituinte; serão convocados a se envolverem no processo e a publicarem evidências da participação, nas redes sociais; entre outras medidas.

Analistas calcularam que o comparecimento pode ficar em torno de 10 milhões de pessoas. A dúvida é saber se a consulta confirmará essa conclusão - e também como é que a oposição poderá fazer valer o resultado. "Se uma imensa maioria se manifestar, na segunda-feira amanhecerá uma nova Venezuela". Capriles acusa Maduro e fala de milícias pró-governo.

- O povo da Venezuela vai sair para votar amanhã e viemos ver esta festa eleitoral, esta festa da democracia - disse Pastrana, na chegada, sobre a consulta, na qual a oposição pede que os cidadãos rejeitem o processo proposto pelo governo.

Os venezuelanos estão indo às urnas neste domingo (16.jul.2017) para 1 plebiscito simbólico que questiona a nova Constituição aprovada pelo presidente Nicolás Maduro. Em paralelo, o CNE fez neste domingo uma simulação da votação da Constituinte.

A oposição instalou assembleias de voto em dois mil locais espalhados pela Venezuela, num acto de desobediência civil e protesto contra o Presidente Nicolas Maduro.

A presença dos ex-presidentes é tida como um respaldo à consulta, e foi comemorada pelos dirigentes da oposição, que buscam dar institucionalidade à votação.

As pesquisas mostram que apenas 20% dos venezuelanos são a favor de reescrever a Constituição de 1999 de Hugo Chávez.

Os defensores do plebiscito dizem que Maduro está buscando consolidar uma ditadura no país e deve ser impedido antes que a escassez de alimentos e medicamentos essenciais piore.

A crise econômica, social e política na Venezuela se arrasta há anos e a tensão no país tem aumentado nos últimos meses. Ele enfrenta uma onda de protestos desde 1º de abril, que já deixou 95 mortos, segundo a France Presse.

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