Ex-agente soviético também esteve reunido com Trump Jr

A polémica em que o filho mais velho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr., se viu envolvido, no caso dos emails com uma advogada com ligações ao Kremlin, levou-o a ser capa da Time. Este encontro ocorreu durante a campanha eleitoral para a Presidência norte-americana, em que Clinton era a candidata democrata e opositora do republicano Trump.

A revelação sobre o encontro seria o indício mais tangível até o momento de uma conexão entre a campanha de Trump e a Rússia, uma questão que também deu ensejo a uma investigação de um conselheiro federal especial.

Na quarta-feira Trump afirmou à Reuters que não soube da reunião de seu filho até recentemente, mas em uma conversa com repórteres mais tarde no mesmo dia, disse: "Na verdade, talvez (a reunião) tenha sido mencionada em algum momento", acrescentando que não lhe disseram ser sobre Hillary.

Trump fez estas declarações durante uma conferência de imprensa conjunta com o Presidente francês, Emmanuel Macron, em Paris.

Em resposta às acusações sobre a reunião com uma advogada russa alegadamente portadora de informações comprometedoras sobre Hillary Clinton, Trump disse que Trump Jr é "um jovem homem maravilhoso". "De um ponto de vista prático, penso que a maior parte das pessoas teria aceite esta reunião", acrescentou ainda. O homem foi descrito como um amigo de Emin Agalarov, uma estrela pop russa que trabalha com Rob Goldstone, empresário que terá combinado o encontro.

Os e-mails mostram que foi dito a Trump Jr. que o governo russo tinha informações que podiam "incriminar" a candidata do Partido Democrata, relativamente aos seus contactos com a Rússia.

Goldstone acrescenta: "Esta é obviamente informação de muito alto nível e sensível, mas é parte do apoio da Rússia e do seu governo ao senhor Trump".

A NBC News disse que representantes de Kushner e Manafort não quiseram comentar, mas que um advogado de Donald Trump Jr. disse que ele conversou com o lobista.

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