Golpe de Estado fracassado na Turquia completa 1 ano

As declarações foram proferidas perante uma multidão de apoiantes, em Istambul, este sábado, exactamente um ano depois tentativa para derrubar o Governo.

O Presidente turco, Tayyp Erdogan, ameaça fazer regressar a pena de morte ao país para "arrancar a cabeça" aos promotores do golpe militar falhado.

A reunião no parlamento foi a primeira de uma série de eventos planejados para o final de semana para comemorar a noite de 15 de julho, quando milhares de civis desarmados foram às ruas para se opor a soldados fora da lei que mobilizaram tanques e aviões de guerra e bombardearam o parlamento, em uma tentativa de tomar o poder.

Erdogan diz que a Turquia devia
Presidente turco ameaça arrancar cabeças aos golpistas

No total, a Turquia demitiu ou suspendeu mais de 150 mil autoridades, e prendeu mais de 50 mil pessoas das forças militares, polícia, Judiciário, academia e outros setores.

Fetullah Gulen, que nega tudo, é acusado de orquestrar o golpe, que provocou confrontos em que morreram 250 pessoas e ficaram feridas mais de duas mil que resistiam aos sublevados, entre os quais também houve 35 baixas. O levante contra o presidente é atribuído por Ancara ao clérigo e magnata turco Fethullah Gülen, que vive exilado nos Estados Unidos. As instituições ligadas ao Hizmet estão entre os principais alvos da retaliação comandada por Erdogan, que em abril passado saiu vencedor do referendo que mudou o sistema político da Turquia do parlamentarismo para o presidencialismo. Nesta sexta-feira (14), ele ordenou a realização de uma nova onda de expurgos contra mais de 7 mil pessoas, entre policiais, acadêmicos e servidores públicos.

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