CCJ da Câmara aprova relatório que sugere arquivamento do processo contra Temer

A base de sustentação ao governo conseguiu barrar o relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava o prosseguimento da denúncia contra Michel Temer, com o apoio de 40 deputados. Mendonça, que também esteve no Jaburu, disse que Temer está "tranquilo" e "confiante" de que terá os votos necessários para derrubar a denúncia no plenário da Câmara. No mesmo dia, a comissão aprovou o relatório de Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que defendia que a denúncia fosse rejeitada.

As emendas parlamentares são recursos com previsão no Orçamento federal e têm a aplicação indicada por cada parlamentar em obras e projetos em municípios de seus estados.

Contudo, de acordo com o secretário-geral da ONG, Gil Castello Branco, os R$ 134 milhões liberados em junho representam um valor "absolutamente atípico para o período".

Ao todo, R$ 2 bilhões foram empenhados só no mês passado para parlamentares de 27 partidos e bancadas estaduais.

Entre janeiro e maio deste ano, por exemplo, o governo federal liberou em torno de R$ 102 milhões em emendas para todos os parlamentares. Marcos Rogério (DEM-RO) e Silvio Torres (PSDB-SP) receberam, respectivamente, 5,3 milhões e 5,1 milhões de reais. O partido de Temer, o PMDB, recebeu R$ 284,2 milhões. O parlamentar recebeu R$ 5,1 milhões.

Nos seis primeiros dias de julho, segundo o levantamento da ONG, as emendas liberadas somaram R$ 94,5 milhões a mais do que em qualquer um dos cinco primeiros meses do ano.

Na lista de maiores beneficiados por emendas também está o deputado Beto Mansur (PRB-SP), que contou com empenhos de R$ 5 milhões.

Questionado sobre os valores disponibilizados para os parlamentares, o palácio do Planalto afirmou apenas que as emendas são uma imposição legal e que o governo está cumprindo a lei.

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