PMDB quer punição a correligionário que votou contra Temer

Por meio do Twitter, o presidente da legenda, senador Romero Jucá (PMDB-RR) escreveu que os dirigentes do partido fecharam a questão contra a denúncia de corrupção apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).

"Eu acho que para tudo tem uma primeira vez e é fundamental que aquelas companheiros, sejam senadores ou deputados que ocupam posições em nome do partido, que sigam rigorosamente o nosso regulamento, o nosso estatuto e o nosso regimento". Eu faço parte da comissão há dois anos e meio e fui tirado hoje de forma humilhante. Naquela época, o líder da bancada, Baleia Rossi (SP), reuniu o apoio da maioria dos deputados do PMDB para fechar questão e a Executiva referendou.

"O fechamento de questão mostra uma unidade da bancada federal, que foi quem provocou esse fechamento, mas com o apoio unânime do PMDB nacional", disse. O objetivo é pressionar os parlamentares para barrar a denúncia contra o presidente.

A decisão do PMDB, partido de Temer, pode ser um importante impulso para outras siglas da base aliada tomarem o mesmo caminho. Já na segunda-feira, Marun disse que Zveiter não tinha mais condição de permanecer no partido, sendo o primeiro a defender sua saída já na sessão de segunda-feira da CCJ, quando o peemedebista apresentou o parecer. A reunião da Executiva Nacional do PMDB foi convocada ontem (11), como uma das estratégias do governo para impedir que os filiados ao partido acompanhem o voto do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendou, em parecer, prosseguimento da denúncia contra Temer. Independentemente do resultado, porém, a denúncia seguirá para o plenário da Câmara. Governistas, no entanto, querem que ele deixe o partido.

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