Incêndio na Torre Grenfell teve origem num frigorífico

Foi a superintendente Fiona McCormack, da Polícia Metropolitana de Londres (MET, em sua sigla em inglês), que informou as principais conclusões da investigação até o momento, da qual participam 250 especialistas.

Estima-se que as obras de substituição do revestimento das fachadas e e introdução de medidas anti-fogo levem quatro semanas, com os mais de quatro mil moradores realojados em hotéis ou centros de acolhimento temporário onde foram dispostos colchões insufláveis como camas.

De acordo com a polícia, trata-se de uma geladeira Hotpoint FF175BP, "um modelo que nunca foi objeto de um recall" de mercado e que está sendo submetido a novos testes pelo fabricante.

Segundo o ministro do Comércio da Inglaterra, Greg Clark, a geladeira foi produzida entre 2006 e 2009.

"Compreendemos que esta é uma situação difícil, mas o que nos disseram foi que não era possível garantir a segurança dos residentes daqueles blocos". Entre os afetados pelo incêndio na Torre Grenfell estão dez portugueses. "Além de violações de leis e regulamentações". O incidente terá custado a vida a 79 pessoas. Falando sobre as 79 pessoas mortas ou desaparecidas, presumidas mortas, McCormack disse: "Eu temo que haja mais". O apelo é feito depois de o prefeito de Londres, Sadiq Khan. "Não podemos estar seguros de que as pessoas estejam a salvo", declarou Georgia Gould, uma alta funcionária do município londrino, ao jornal britânico The Guardian. "É esse número que me preocupa", disse McCormack.

Os sobreviventes do incêndio e os habitantes do bairro afectado pelo sinistro têm criticado duramente Theresa May, quando afirmam que a primeira-ministra britânica não esteve à altura dos acontecimentos dramáticos que afectaram maioritariamente vítimas de classes sociais consideradas como modestas, muitas delas oriundas de outros países, incluindo de Portugal.

Uma porta-voz de May afirmou que o governo ordenou um exame técnico imediato das geladeiras e congeladores da marca Hotpoint.

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