Oposição exige resolução sobre crise à Organização dos Estados Americanos — Venezuela

A Sullivan, Rodríguez disse que os EUA e seus aliados ambicionam a riqueza petroleira de seu país.

A chanceler venezuelana, no entanto, já declarou que a resolução não será aceita pelo país, já que a Venezuela está em meio a processo de saída da OEA.

A 47ª Assembleia Geral da OEA foi concluída nesta quarta-feira, na cidade mexicana de Cancún, sem que os países críticos do governo da Venezuela aprovassem uma resolução sobre a crise política que abala aquele país.

A recusa da OEA colocou ainda mais pressão no encontro da organização, que busca chegar a um acordo sobre o projeto que pede ao presidente venezuelano Nicolás Maduro que reconsidere a convocação da Assembleia Constituinte, garanta o respeito aos direitos humanos e dialogue com a oposição.

A oposição rejeita este plano por não ter sido consultado previamente em referendo ao povo venezuelano e considera o mecanismo de eleição dos constituintes - por um sistema setorial e territorial - uma manobra de Maduro para manipular o sufrágio universal.

O encerramento da Assembleia Geral foi interrompido por um grupo de opositores venezuelanos, que entrou carregando uma bandeira da Venezuela aos gritos de "assassinos, assassinos".

Ainda não há uma proposta final de texto, mas este pode ser similar ao que foi votado na segunda-feira sem sucesso, rebaixado talvez para conseguir o apoio de nações para as demandas que, como a cessação da Assembleia Nacional Constituinte ou a liberdade dos políticos presos, não são assumptíveis.

Acompanhado pelos deputados William Dávila, Franco Casella e Winston Flores, Luis Florido exigiu que o assunto seja retomado hoje na Assembleia-Geral da OEA, para que a proposta de resolução sobre a Venezuela, impulsionada na segunda-feira por países como México, Estados Unidos e Canadá em consenso com alguns países do Caribe, possa ser aprovada. Entre os países que podem aderir estão Trinidad e Tobago, Granada, El Salvador e Haiti, disseram à EFE fontes diplomáticas.

Para se aprovar um texto em uma reunião de chanceleres são necessários os votos de 23 nações, dois terços dos 34 Estados representados na reunião (todos os do continente, exceto Cuba).

A proposta da Comunidade das Caraíbas (Caricom), que apontava que a "crise" na Venezuela e a sua "solução" são questões de carácter interno, teve oito votos a favor e 14 contra (11 países abstiveram-se).

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