Italiano procurado para cumprir prisão perpétua não quer voltar ao país

A Polícia Judiciária deteve esta quarta-feira, em Fátima, um homem de nacionalidade italiana procurado pelas autoridades por ter cometido em 1974 um atentado com recurso a explosivos em Brescia, em Itália. Antes mesmo de ser conhecida, Tramonte, que o site ilfattoquotidiano reporta como tendo sido informador dos serviços secretos italianos, chegou a Fátima após atravessar de carro França e Espanha, com a justificação de pretender fazer um percurso espiritual, após ter estado no santuário francês de Lourdes, na Páscoa. O atentado, que ocorreu durante um protesto antifascista, matou oito pessoas e ferii 99.

De acordo com a imprensa italiana, durante as várias fases processuais, o italiano já se tinha ausentado várias vezes do seu país, acabando sempre por regressar.

Divulgado na última terça-feira (20), o veredicto definitivo confirma a sentença de segundo grau emitida pela Corte de Apelação de Milão em 22 de julho de 2014. Em Itália, o terrorista irá cumprir uma pena de prisão perpétua.

A mesma fonte indicou à agência Lusa que, perante a recusa durante o interrogatório judicial, o tribunal concedeu um prazo de 10 dias para o homem deduzir oposição, ficando a aguardar em prisão preventiva uma decisão posterior sobre a entrega às autoridades italianas.

Também Carlo Maria Maggi de 85 anos foi detida e condenada a prisão perpétua.

O terrorista de 64 anos foi abordado pelos inspetores da PJ, que deram cumprimento a um mandado de detenção europeu, quando este estava a rezar, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário. Era médica e inspetora no movimento Ordine Nuovo.

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