Diretor do Banco Central diz que economia vai se recuperar gradualmente

A expectativa para o crescimento da produção industrial neste ano caiu para 0,60%.

A projeção para o Investimento Estrangeiro Direto (IED) de 2017 (caracterizado pelo interesse duradouro do investimento na economia) ficou em US$ 78,57 bilhões. No relatório anterior, divulgado em março, a previsão era de que a inflação oscilaria entre 3,9% e 4% neste ano.

Segundo o BC, "a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2018 e, com menor peso, de 2017, é compatível com o processo de flexibilização monetária". Sobre a inflação, o Banco Central diz que "permanece favorável, com desinflação difundida inclusive nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária (definição da taxa básica de juros, a Selic)", diz o relatório. "Índices de inflação divulgados recentemente situaram-se abaixo das expectativas e o amplo conjunto de medidas de núcleo de inflação acompanhadas pelo Copom indica nível baixo de inflação corrente", avaliou a instituição. A nova projeção mantém o terceiro trimestre como ponto mínimo da inflação, marcando 2,9%. O dólar à vista recuava 0,10%, aos R$ 3,3280, enquanto o dólar futuro para julho caía 0,24%, aos R$ 3,3355.

A expectativa atual do mercado financeiro é de que a Selic, no fim de 2017, chegue aos 8,5% ao ano.

O Banco Central reduziu suas previsões sobre inflação neste ano e no próximo, mas reafirmou que a redução moderada do ritmo de corte na Selic deve se mostrar adequada diante do cenário de incerteza que envolve a economia, em meio à intensa crise política que enfrenta o governo do presidente Michel Temer.

O levantamento, divulgado ontem, mostrou ainda que o grupo que mais acerta as previsões elevou sua visão para a taxa básica de juros este ano.

Selic - As expectativas para a taxa Selic na mesma pesquisa para o final de 2017, na comparação com o Selic - Relatório de Inflação anterior, recuaram de 9% ao ano para 8,50% ao ano, ao passo que, para o final de 2018, mantiveram-se em 8,50%. Na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC previa elevação dos preços administrados de 6,1% neste ano. Um deles é feito pela "projeção central", que é elaborada considerando as estimativas do mercado financeiro brasileira para a taxa de juros (Selic) e o câmbio. Atualmente, a taxa está em 10,5%, e o Banco Central indicou que deve reduzir o ritmo de cortes na próxima reunião, de 1 ponto para 0,75 ponto.

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