Stephen Hawking prevê catástrofes e pede que a humanidade habite outros planetas

"Estou convencido que os humanos precisam abandonar a Terra", afirmou o cientista, em declarações reproduzidas pelo jornal britânico The Telegraph.

As previsões de Hawking almejam principalmente reacender programas espaciais globais, forjar novas alianças e dar à humanidade uma nova "sensação de propósito". Se isso ocorrer, poderá "mudar completamente o futuro da humanidade", assim como "também poderia determinar se teremos algum futuro", segundo Hawking.

"Não estou negando a importância da luta contra a mudança climática e o aquecimento global, como o Donald Trump (presidente dos EUA), que pode ter acabado de tomar a decisão mais séria e errada sobre mudança climática que esse mundo já viu", disse. "Um novo e ambicioso programa espacial serviria para engajar os mais novos e estimular o interesse deles em outras áreas, como astrofísica e cosmologia".

Em uma decisão polêmica, Trump anunciou no começo do mês a saída dos EUA do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.

No entanto, o cientista ressaltou que as viagens espaciais são essenciais para o futuro da humanidade, principalmente porque a Terra está sob ameaça - justamente por conta de problemas como o aquecimento global e a diminuição dos recursos naturais. "Estamos esgotando todos os espaços e os únicos lugares para irmos são outros mundos", sentenciou Hawking. É hora de explorar outros sistemas solares. Tentar se espalhar por aí talvez seja a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos.

Pensando no futuro da humanidade, Stephen Hawking está alertando os países para que astronautas sejam enviados à Lua até 2020.

Chefe da Agência Espacial Europeia, Jan Woerner disse que prevê a construção de uma base na Lua em 2024 e está colaborando com a Rússia para enviar uma sonda e testar um possível local para isso.

Para conseguir atingir essa meta, o físico está a trabalhar numa nave espacial minúscula que possa viajar a um quinto da velocidade da luz e alcançar um planeta na zona habitável de Alpha Centauri, a estrela mais próxima do nosso sistema solar, cerca de 25 anos depois de ser lançada.

Além de levar grandes contigentes de pessoas, animais, plantas e outros seres vivos - em um cenário digno da fábula da Arca de Noé -, a humanidade precisará "construir uma civilação, com um novo ecossistema", concluiu o cientista. "Sempre que demos um novo salto, por exemplo, na ida à lua, unimos povos e nações e abrimos caminho a novas descobertas e tecnologias". A colonização humana de outros planetas não é mais ficção científica, pode ser um fato científico. Agora, durante o Starmus Festivalin Trondheim, na Noruega, o físico reafirmou: "Se a humanidade quer continuar por outros milhões de anos, o nosso futuro reside na coragem de ir onde ninguém foi antes". "Não temos outra opção".

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