Janot deve fatiar denúncia contra Temer em quatro ações penais

A PF havia pedido um prazo extra de cinco dias para concluir as investigações.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), disponibilizou nesta quinta-feira (22) uma cópia digital dos autos do inquérito aberto contra o presidente Michel Temer para a Procuradoria-Geral da República, com base em acusações decorrentes das delações da JBS, e fixou prazo de cinco dias corridos para apresentar eventual denúncia contra o peemedebista e outros citados nas investigações, entre eles, o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). A PGR deve oferecer a acusação ao STF até terça-feira (27). Esse é um dos pontos sobre os quais o presidente é investigado.

A segunda será por obstrução da Justiça e a terceira será por organização criminosa.

Ao Supremo, porém, Janot afirmou que não procede o pedido porque ele somente avaliará o caso após receber o material da Polícia Federal sobre o que foi coletado de prova até o momento.

O julgamento sobre pedido da defesa de Reinaldo será julgado hoje à tarde, mas antes, o ministro Fachin quer debater os limites da atuação dele na delação dos executivos da JBS.

O relatório parcial da Polícia Federal afirmou ter encontrado evidências que indicam com vigor a existência de corrupção praticada pelo presidente.

Com a nova estratégia da PGR, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, terá de remeter as três denúncias para a apreciação da Câmara dos Deputados, o que resultará em mais desgaste para Temer. Os investigadores apontam que caberá a Rodrigo Janot bater o martelo sobre os termos. Com a decisão, a PF deverá anexar as diligências que ainda faltam nos próximos dias - como o laudo das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista com o presidente.

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