Governo americano suspende todas as importações de carne fresca do Brasil

Ainda de acordo com o USDA, desde março, quando eclodiu a Operação Carne Fraca, os Estados Unidos rejeitaram 11% da carne brasileira enviada ao país.

"Esse resultado está substancialmente acima do que a taxa de rejeição de 1% das entregas vinda do resto do mundo", disse o departamento de agricultura americano, em comunicado. Desde a implementação do aumento da inspeção, recusou a entrada para 106 lotes de produtos bovinos brasileiros devido a problemas de saúde pública, condições sanitárias e problemas de saúde animal.

As autoridades do país informaram que a suspensão dos embarques permanecerá em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil tome medidas corretivas o país considere satisfatórias. Em comunicado, o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, informou que há "preocupações recorrentes sobre a segurança dos produtos destinados ao mercado americano".

"Minha primeira prioridade é proteger os consumidores americanos".

"Isto foi o que fizemos ao suspender a importação de carne fresca bovina brasileira", acrescentou. "Eu cumprimento o trabalho do Serviço de Segurança Alimentar do USDA por proteger minuciosamente a alimentação que damos para nossas famílias".

O GLOBO procurou o Ministério da Agricultura, que ainda não se manifestou. Em nota, a Marfrig disse que está adotando providências para atender às "exigências do mercado americano nos seus processos produtivos". Entre janeiro e maio deste ano, o Brasil exportou US$ 18,9 milhões em carne fresca para os Estados Unidos, segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Quando obteve a entrada nos EUA, o setor privado brasileiro viu também o processo como uma possibilidade de ganhar outros mercados importantes, como o do Japão e Coreia do Sul, já que os EUA têm altos critérios de sanidade.

- O volume exportado de carne fresca aos EUA não é significativo.

Nesta quarta (21) o Mapa ( Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) do Brasil suspendeu as exportações de cinco frigoríficos para os EUA, depois de autoridades sanitárias americanas identificarem irregularidades provocadas pela reação à vacina contra a febre aftosa. É uma péssima notícia para nós - afirmou Castro. Isso não está relacionado a má qualidade do produto, mas à falta de cuidado com as exigências impostas pelos EUA - diz o especialista. Segundo a pasta, o mecanismo de "autossuspensão" permite que as exportações sejam retomadas de forma mais rápida, após os problemas serem resolvidos. A suspensão então ocorreu imediatamente como medita preventiva até que a correção e esclarecimentos sejam realizados para normalizar a situação.

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