Supremo manda soltar irmã e primo de Aécio Neves

De acordo com a Folha de S. paulo, o senador e seu grupo mais próximo têm dúvida em relação aos votos dos ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

Aécio Neves foi afastado do mandato de senador em maio após decisão do ministro Edson Fachin, que rejeitou, no entanto, sua prisão preventiva.

"Estimamos que já na próxima semana o ministro Marco Aurélio poderá trazer isso para a Turma". O dinheiro foi inicialmente pedido por Andrea Neves, irmã do senador. A irmã do senador, Andrea Neves e o primo, Frederico Pacheco de Medeiros, foram detidos.

"Nós acreditamos que a decisão proferida hoje é marcadamente uma decisão justa, como disse o ministro Fux".

Aécio já havia pedido que o caso fosse ao plenário, mas, na sexta (16), Marco Aurélio indeferiu o pleito. A denúncia motivou o afastamento do senador pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PGR, Aécio, por exemplo, atuou em conjunto com o presidente Michel Temer para impedir as investigações da Operação Lava Jato. No dia, a Polícia Federal deflagrou a Operação Patmos, que cumpriu 49 mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão preventiva. Caso defina pela prisão, o tribunal terá 24 horas para comunicar o Senado.

No novo pedido de prisão, Janot utilizou uma imagem publicada nas redes sociais de Aécio reunido com outros tucanos em sua casa. O ex-assessor foi acusado apenas do crime de corrupção.

A defesa de Aécio manifestou-se em nota sobre a decisão. Ao reiterar o pedido, Janot citou uma postagem do senador afastado, em sua página no Facebook, no dia 30 de maio, em que ele aparece em uma foto acompanhado dos senadores Tasso Jereissati (CE), Antonio Anastasia (MG), Cássio Cunha Lima (PB) e José Serra (SP), colegas de partido. E é nesta situação específica e viável tecnicamente - que leva em conta também o caráter excepcional de pedido de prisão de um senador da República - que se baseia a tese da defesa do senador e ex-governador de Minas Gerais.

Por 3 votos a 2, os magistrados decidiram que Andrea Neves e Frederico Pacheco, além de Mendherson Souza, assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), devem cumprir medidas cautelares alternativas à detenção.

A defesa argumenta que Andrea Neves não tem foro privilegiado, e, por isso, não pode ser julgada pelo Supremo.

Edition: