Hermínio Loureiro detido pela Polícia Judiciária

Isidro Figueiredo, actual presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, e Hermínio Loureiro, ex-líder do Executivo das Terras de La Salette, foram ontem detidos pela Polícia Judiciária (PJ), segundo informou fonte policial, citada pela Lusa. Suspeitos de corrupção passiva, prevaricação, entre outros crimes de funcionário, Loureiro e Figueiredo são apontados pela PJ como os alegados autores de um esquema de manipulação de adjudicação de contratos públicos que terão beneficiados diversas empresas de construção de obras públicas.

Em comunicado, a Polícia Judiciária faz saber que foram realizadas 31 buscas, incluindo "cinco camarárias e cinco em clubes locais de futebol", tendo participado nas mesmas magistrados do Ministério Público e cerca de noventa elementos da PJ.

Herminío Loureiro, o ex-presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis e da Liga de Futebol Profissional, foi detido esta segunda-feira por suspeitas de corrupção.

A operação "Ajuste Secreto" resultou de uma investigação que durava há um ano e culminou na passada segunda-feira com a detenção de sete pessoas.

Foram ainda alvos de buscas cinco clubes de futebol, "todos do concelho de Oliveira de Azeméis".

Segundo o presidente da Câmara de Estarreja, a PJ levou "alguns documentos" da câmara.

Hermínio Loureiro, vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol e antigo presidente do Conselho Metropolitano do Porto, renunciou em dezembro de 2016 ao mandato de presidente da câmara de Oliveira de Azeméis (eleito pelo PSD), não avançando com nenhuma razão em concreto para justificar a sua decisão.

Nas buscas efectuadas, a Judiciária apreendeu "15 imóveis, seis carros de luxo e seis milhões de euros", aponta o Público.

Segundo uma fonte local do PS, os vereadores socialistas de Oliveira de Azeméis apresentaram várias queixas, entre 2014 e 2015, ao Ministério Público que estavam "relacionadas com empreitadas de obras públicas por ajuste direto à revelia das mais elementares regras da transparência". "Se houve crime, as pessoas que os praticaram devem ser punidas, se não cometeram nada lhes deve acontecer".

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